Produtos para Pesados

palco_mercadorias

Pneus para Mercadorias

Os testes mais avançados

article_66w_image1

Pneus de teste equipados com elementos eletrónicos de vanguarda, análises químicas em laboratório, imagens de raios-x e até tomografia computorizada: os métodos de teste da Continental para desenvolver o pneu perfeito estão cada vez mais sofisticados e fornecem mais dados ao nosso colega preferido – o computador.

Rüdiger Menz analisa as barras de ferro de uma máquina verde tão alta como uma pessoa. Parece uma enorme máquina de lavar roupa. No centro, uma roda volumosa gira num tambor. "É aqui que medimos a resistência ao rolamento", explica. "Este fator é especialmente importante para a eficiência energética de um pneu." O atlético Rüdiger passa rapidamente à próxima sala de testes. Num canto, um tambor de aço com 1,7 metros de diâmetro roda atrás de um espesso vidro de segurança. Faz girar ao mesmo tempo quatro pneus de camião devidamente montados. "Deixamos rodar os pneus até começarem a desfazer-se", diz. "Este teste determina que condições os diferentes tipos de pneu suportam e durante quanto tempo."

Rüdiger Menz é o líder da equipa de especialistas que avalia a resistência à fadiga. É responsável pelo desenvolvimento do método de teste de resistência à fadiga dos pneus na Continental. E enfrenta um desafio: os pneus Continental duram mesmo muito tempo. "Alguns podem fazer um milhão de quilómetros. Se testássemos os pneus no terreno, seriam necessários vários anos para podermos reproduzir todo o seu ciclo de vida." Hoje, os pneus de teste circulam nos nossos próprios veículos e nas frotas de camiões de empresas de transportes nossas parceiras. E Rüdiger e os seus colegas trabalham sob uma pressão intensa para desenvolver procedimentos que acelerem os testes de pneus.

Fome de dados

As simulações por computador produzem os resultados mais rápidamente: que efeito tem um composto de borracha mais rígido na diminuição da fadiga ou na resistência ao rolamento? Os sulcos denteados do padrão do piso aumentam a segurança da condução? O nosso colega computador calcula os resultados em apenas algumas horas. No entanto, para que os resultados sejam fiáveis, as fórmulas de cálculo têm de estar corretas. E isso só pode acontecer se forem introduzidos dados obtidos no terreno. Vejamos, por exemplo, um dos testes em tambor realizados nas instalações de investigação e desenvolvimento de Hanôver-Stöcken.

Aqui, cada pneu para pesados é sujeito a uma carga que pode atingir as dez toneladas. "O teste em tambor é realizado em condições extremamente precisas", diz Rüdiger. "É por isso que este método também gera dados extremamente rigorosos. O único senão é o facto de só podermos testar uma característica de carga de cada vez, por exemplo uma carga específica, uma determinada temperatura ou uma pressão de ar específica." Os resultados dos testes de vários fatores têm depois de ser calculados em conjunto – o que, tendo em conta todas as interações em causa, é uma tarefa difícil. Contudo, os pneus topo de gama da Continental têm de cumprir todos os requisitos em simultâneo quando chegam à estrada.

New content item

Visão de raios-x

Os testes na estrada podem ser demorados, mas não deixam de ser necessários. A equipa de testes coloca nos pneus instrumentos de medição sofisticados que registam, por exemplo, a evolução da temperatura. "Nas regiões mais quentes, a temperatura do pneu é um fator particularmente importante para a avaliação da sua durabilidade", explica Rüdiger Menz. São abertos pequenos orifícios no padrão do piso para inserir os dispositivos de medição – controlados à distância na câmara de raios-x. É uma questão de décimos de milímetro. Os raios-x também ajudam a monitorizar com rapidez a construção dos pneus de teste. E ainda mostram quaisquer "lesões internas".

Os métodos de teste são cada vez mais sofisticados. Um pneu de grande qualidade da Continental tem um nível de desempenho de tal forma elevado que uma simples observação a olho nu não nos leva muito longe. É por isso que são cortadas algumas secções dos pneus de teste gastos para análise num laboratório. O recurso à tomografia computorizada (TC) permite analisar os mais ínfimos pormenores, como alterações na profundidade do piso, com uma extraordinária precisão.

Por outro lado, os equipamentos de TC das nossas instalações funcionam continuamente. A equipa de investigação e desenvolvimento consegu dissecar centenas de pneus por ano, transformando-os em camadas finas, com larguras milimétricas. Estudar um pneu para veículos comerciais completo demora cerca de 24 horas – camada por camada. Este trabalho produz dados valiosos, que podem depois ser introduzidos em algoritmos para simulações por computador. Na opinião de Rüdiger Menz, é aqui que está o futuro. "Se continuarmos a aperfeiçoar os nossos procedimentos de medição e teste, estaremos cada vez mais próximos do nosso objetivo: ensaios virtuais tão curtos quanto possível que possam demonstrar com rigor o desempenho real do pneu." A rapidez é particularmente importante no desenvolvimento de novos pneus. Abrandar significa ser ultrapassado pela concorrência.

"Nos últimos anos, duplicamos a rapidez com que colocamos as nossas ideias na estrada", afirma Rüdiger Menz enquanto introduz colunas de dígitos no seu computador. É bem visível que Rüdiger Menz, doutorado em Engenharia Mecânica, gosta de construir modelos matemáticos e físicos. "A nossa equipa personifica o espírito inventivo", diz com orgulho. "Somos pioneiros nos modelos de fadiga que estamos a desenvolver. Encontramo-nos na interseção entre a teoria e a prática. Pesquisamos, aperfeiçoamos os nossos métodos de teste e sentimo-nos sempre muito próximos do produto." O pneu da "máquina de lavar" verde continua a rodar.